quarta-feira, 27 de julho de 2011

Liberdade é bom, mas...

Não é exagero dizer que, nos dias de hoje, o amor está em guerra. Num momento da história em que temos liberdade jamais experimentada, é muito dificil encontrar relacionamentos realmente felizes. Esta liberdade tem levado, não a uma maior espontaneidade, como seria desejável, mas a um individualismo muito maior e a baixa tolerância. Como as pessoas são todas muito diferentes, tem historias de vidas diferentes, expectativas diferentes e interesses diferentes, os resultados tem sido desavenças e disputas crescentes. E, com o aparecimento do "ficar", a tendência é piorar muito mais, pois individualismo de cada um se manifesta livremente onde não há compromisso, complicando os relacionamentos futuros, quando um maior comprometimento vai for exigido.
Não é difícil perceber que, nas crianças, assim como nos animais, o individualismo é natural.
Aprender a se relacionar, a dividir e a levar outras pessoas em consideração é, normalmente, árduo e demorado e demanda esforço e persistência dos pais. Se o individualismo persiste, os relacionamentos ficam, via de regra muito difíceis, gerando desgastes constantes.
E, mais: amor e individualismo não combinam. Embora, as pessoas estejam frequentemente, procurando ser amadas, como dito acima, o melhor do amor é o amor que se dá, que é fruto da generosidade, o amor obnegado. Observe como ficamos intensamente felizes de ter a pessoa que amamos por perto, enquanto ter por perto alguém que nos ame costuma ser completamente indiferente para nós.
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terça-feira, 19 de julho de 2011

O tempo passa para todos

Se envelhecer já é um problema para muitos, o envelhecimento em um relacionamento pode sê-lo ainda mais. Se o que mais influencia a qualidade do relacionamento são as expectativas que as pessoas têm uma sobre as outras e cada uma sobre a vida e o viver, então envelhecer é, certamente, um dos fatores que interfere muito nesta qualidade.
O tempo passa para todos e, disso, ninguém duvida. A ação do tempo sobre nossos corpos é inexorável, embora muitos tentem, ás vezes desesperadamente, retardá-la ou compensá-la. Não dá para negar, a qualquer um, o direito de tentar continuar jovem, mas muitas destas tentativas podem arruinar relacionamentos que poderiam ser uma fonte significativa de prazer de viver.
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segunda-feira, 11 de julho de 2011

As expectativas diferentes

As expectativas diferentes são uma fonte tão grande de mal entendidos e desgastes porque, frenquentemente, não percebemos que não escutamos um ao outro. Nem ao outro e nem a nós mesmos. Algumas destas expectativas vêm de nossos preconceitos, dos quais nós nunca damos conta porque são, para nós, apenas "nossa opnião" ou "nosso jeito" de ver as coisas e, portanto, ficam praticamente invisíveis. Outras são criadas por crenças extensamente difundidas em nossa cultura, por tanto tempo, que se manifestam , até, nas histórias infantis, como é o caso do príncipe encantado e do ser feliz para sempre. Outras, ainda, vêm de nossas necessidades afetivas. Algumas são originadas por uma criação diferente, em ambientes diferentes e em culturas diferentes. A maior parte delas são inconscientes e, então tão incrustadas em nós que, fazem parte da nossa personalidade. Tomar consciência delas requer escutar-se e escutar o outro também, para ouvir o que ele percebe em nós que nós não percebemos.
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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Os egos são um problema

Nos nossos relacionamentos, quem esta à frente, quem recebe e manda mensagens para o outro é nosso ego, nossa interface com o mundo que, como já vimos, se formou quando éramos crianças e tudo em nós era elogiado e admirado. Acostumado a tanta atenção e elogios, ele agora traz consigo, a constante necessidade de prestígio e admiração. Vale aqui, tudo o que já foi dito sobre isso: esta é uma complicação que vai exigir cuidados e um exercício contínuo de humildade, ou nossos relacionamentos serão, sempre, difíceis. Pedir a ajuda das outras pessoas, especialmente de nosso parceiro ou parceira, é muito importante para podermos lidar com isso, pedir para que ele ou ela avise se estivermos extrapolando. Mas lembre-se, é preciso escutar as pessoas a quem pedimos ajuda, o que significa, também, um constante exercício.
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terça-feira, 28 de junho de 2011

Os filhos

Criar oas filhos em harmonia é essencial e este costuma ser um fator de desgaste para muitos casais. Diferenças de conceitos de vida e opniões diferentes sobre muitas coisas levam, às vezes, a muitas brigas e à pior das complicações: a falta de coerência. Crianças precisam de estabilidade e coerência e, sem isto, será quase impossivel de educá-las e passar-lhes limites e valores que, como vimos, é essencial para sua educação e formação. A consequência de deixar divergências de opnião gerar incongruência ao lidar com os filhos, quase certamente, será a de gerar crianças ditadoras e adolescentes aborrecentes. Este é outro ponto onde, a capacidade de escutar e negociar , é muito importante. Mas, atenção as negociações do casal devem ser feitas em particular, longe dos filhos, para que eles não percebam a disputa. Se perceberem que os pais não se entendem, vão usar isto para tentar manipulá-los.

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terça-feira, 21 de junho de 2011

Novamente, relacionar-se

Cultivar bons relacionamentos faz parte do ser humano saudável e em busca de ser feliz. Não importa sob quais condições de trabalho, devemos sempre cuidar de nossos relacionamentos e cultivá-los com carinho, como uma pequena muda de uma grande árvore: se cuidada com atenção, regada e alimentada, crescerá em compleição e formosura. Cuidemos, sempre, de nossos relacionamentos para que cresçam como uma árvore enorme e frondosa, que propiciará sombra, descanso e muitos frutos a nós e a todos à nossa volta.
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quarta-feira, 8 de junho de 2011

A falta de limites

A invasão do espaço do outro costuma ser tão comum quanto prejudical aos relacionamentos. Nas cerimônias de casamento cristão, o rito proclama a seguinte leitura bíblica:  “Por isso, o homem deixará pai e mãe se unirá à sua mulher, e os dois constiturão uma só carne ”, rementendo os noivos à ideia de que sua união os fará “UM”. E esta é uma ilusão que muitos realmente têm, principalmente se estão apaixonados, pois este é o seu desejo: estarem tão juntos que sejam “um”.  Mas não é bem assim: as pessoas são muito diferentes umas das outras, mesmos apaixonadas, e precisam que seu ser e seu espaço sejam respeitados. Respeitá-los é essensial para um relacionamento maduro, estável e duradouro. Todo o cuidado deve ser tomado para não invadir e não se deixar invadir, porque o resultado será, mais cedo ou mais tarde, desgaste, desencanto e a lenta e a progressiva ruína do amor. O que se deve, sempre, buscar é a unidade na diversidade e, não, a uniformidade.
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